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sexta-feira, 2 de maio de 2014

Carro sem condutor do Google vai antecipar decisões dos ciclistas

O Google continua a trabalhar no seu carro sem condutor, um projecto que poderá ser uma realidade a médio prazo nas estradas de algumas cidades mundiais  e vai apresentando, assim, novidades a um ritmo vertiginoso.
O novo vídeo da multinacional norte-americana explica que o seu carro sem veículo vai reconhecer os sinais que os ciclistas fazem com as mãos, anunciando que vão mudar de direcção, e até antecipar estas decisões.
“[Nos cruzamentos], o carro vai parar e esperar até que o caminho fique livre”, explicou a test driver Priscilla neste vídeo. “Até detectamos os ciclistas que se aproxima por trás, e esperamos que eles nos passem. A partir do momento em que o ciclista nos passa, o veículo determina se é seguro virar”.
Na verdade, esta tecnologia leva a que os carros sem condutor sejam, efectivamente, mais seguros que os carros conduzidos por pessoas. Sobretudo para os ciclistas.
O Google ainda tem muito trabalho pela frente para colocar os seus carros sem condutor nas estradas – relacionado com a tecnologia mas também com as autorizações para o fazer. Segundo o Instituto de Engenheiros Eléctricos e Electrónicos (IEEE), uma das maiores organizações de engenharia à escala mundial, cerca de 75% da frota mundial de veículos não terá motorista ou condutor em 2040. Parece-nos uma data extremamente improvável, mas tudo indica que o futuro da mobilidade caminhará por aqui.


Fonte: 

Grande quantidade de lixo descoberta no mar profundo da Europa

Existe uma grande quantidade de lixo, entre garrafas, sacos de plásticos e redes de pesca, no mar profunda da Europa, do Mediterrâneo e costa europeia até ao mesoatlântico, a 2.000 quilómetros da terra.
Este é o resultado de uma investigação que envolveu 15 organizações de toda a Europa e foi liderada pelo centro IMAR, da Universidade dos Açores.
A investigação deu origem a um artigo científico, publicado na quarta-feira no jornal PLOS ONE, que explica que a grande quantidade de lixo que chega ao mar profundo é um assunto “de importância mundial”. “Os resultados do estudo destacam a extensão do problema e a necessidade de acções para prevenir a crescente acumulação de lixo nos ambientes marinhos”, revelaram os investigadores.
“Esta pesquisa demonstrou que o lixo humano está presente em todos os habitats marinhos, das praias às zonas mais profundas e remotas dos oceanos”, explicou à Lusa Christopher Pham, investigador da Universidade dos Açores.
“A maior parte do mar profundo continua inexplorada pelos humanos e esta é a nossa primeira visita a muitos destes locais, pelo que ficámos chocados ao descobrir que o lixo chegara lá primeiro que nós”, acrescentou o cientista.
Segundo o estudo, foi encontrado lixo em praticamente todos os locais investigados, com o plástico a contribuir globalmente com cerca de 41% e aparelhos de pesca abandonados com cerca de 34% do total. Foi também descoberto vidro, metal, madeira, papel e cartão, roupa, cerâmica e outros materiais não identificados.



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